QUEM
SOU
Meu nome é Roberto Carlos Brasil Maio, nasci em novembro de 1964, às margens do Rio Madeira, a 60km de Porto Velho, Capital do Estado de Rondônia, Brasil. Sou economista formado pela Universidade Federal de Rondônia, da qual também fui professor por dois anos. Hoje trabalho para a organização que cuida da administração tributária do Governo Federal. Vivendo na Amazônia, sempre tive enorme prazer no contato com a natureza, sobretudo com a vida animal. Estes seres, alguns habitando a terra há mais de 100 milhões de anos, têm sido os mais prejudicados com o contato com o que se convencionou chamar de civilização. Em todos os cantos do mundo onde avançou a raça humana, a vida animal pereceu. Foi assim com os Búfalos e os Lobos da América do Norte, com os Pandas Gigante na Ásia, com os Gorilas na África, com as Baleias na Antártida e está sendo com a Onça Pintada, com o Peixe-boi e com o Lobo Guará, em território brasileiro, para citar apenas uns poucos exemplos de animais emblemáticos que correm risco extremo de extinção. Sempre fez parte do ciclo da vida na Terra o surgimento e a extinção de espécies animais e vegetais. Esse processo, no entanto, era supremamente lento e dependia das variações climáticas e geológicas do planeta e das transformações ambientais delas resultante. Estudos recentes atestam que, nos dias atuais, aproximadamente 100 espécies de animais desaparecem para sempre. O aumento descontrolado da população humana, o avanço desordenado das cidades, a destruição de enormes áreas florestais para a formação de pastagens e para a agricultura, a caça que ainda hoje é livremente praticada e o tráfico de animais da fauna silvestre vêm destruindo, em ritmo acelerado, o habitat natural de diversas espécies de animais e reduzindo a pequenas "bolhas" os espaços de florestas preservadas. A insanidade e a insensatez humanas não nos têm deixado ver a terrível tragédia que a raça humana está protagonizando desde a revolução industrial do século XVIII. Diante do olhar impassível da civilização, estamos todos perdendo definitivamente o que o processo evolutivo levou milhões de anos para construir : A diversidade genética a graça e a beleza dos animais. É preciso não esquecer que cada ser vivo traz consigo uma enorme diversidade de informações genéticas e que essas informações se perdem para sempre quando as espécies são extintas. |